sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Texto retirado pela internet da revista escola.


Artigo
Uma questão de tempo
Autor('Miguel Sanches Neto)




Demorei para aprender ortografia. E essa aprendizagem contou com a ajuda dos editores de texto, no computador. Quando eu cometia uma infração, pequena ou grande, o programa grifava em vermelho meu deslize. Fui assim me obrigando a escrever minimamente do jeito correto.
Mas de meu tempo de escola trago uma grande descoberta, a do monstro ortográfico. O nome dele era Qüeqüi Güegüi. Sim, esse animal existiu de fato. A professora de Português nos disse que devíamos usar trema nas sílabas qüe, qüi, güe e güi quando o u é pronunciado. Fiquei com essa expressão tão sonora quanto enigmática na cabeça. Quando meditava sobre algum problema terrível – pois na pré-adolescência sempre temos problemas terríveis –, eu tentava me libertar da coisa repetindo em voz alta: “Qüeqüi Güegüi”. Se numa prova de Matemática eu não conseguia me lembrar de uma fórmula, lá vinham as palavras mágicas.
Um desses problemas terríveis, uma namorada, ouvindo minha evocação, quis saber o que era esse tal de Qüeqüi Güegüi.
– Você nunca ouviu falar nele? – perguntei.
– Ainda não fomos apresentados – ela disse.
– É o abominável monstro ortográfico – fiz uma falsa voz de terror.
– E ele faz o quê? – Atrapalha a gente na hora de escrever.
Ela riu e se desinteressou do assunto. Provavelmente não sabia usar trema nem se lembrava da regrinha.
Aos poucos, eu me habituei a colocar as letras e os sinais no lugar certo. Como essa aprendizagem foi demorada, não sei se conseguirei escrever de outra forma – agora que teremos novas regras. Por isso, peço desde já que perdoem meus futuros erros, que servirão ao menos para determinar minha idade.
– Esse aí é do tempo do trema.

Miguel Sanches Neto é escritor, crítico literário e professor de Literatura Brasileira. Nasceu em 1965 em Bela Vista do Paraíso, PR. Autor, entre outros, dos romances Chove Sobre Minha Infância, Um Amor Anarquista e A Primeira Mulher, lançou em 2008 a novela juvenil Amor de Menino (todos pela Ed. Record).

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Seria a televisão o principal inimigo dos educadores, do ensino tradicional e da boa formação do aluno na sociedade contemporânea? Ou seria a incorporação desse veículo justamente a salvação para o ensino tornando-o mais moderno? Estas e outras questões que atormentam o cotidiano do educador estão contempladas nesta obra inovadora. Em COMO USAR A TELEVISÃO NA SALA DE AULA, o professor Marcos Napolitano propõe uma série de procedimentos básicos que permitem incorporar a programação televisual como documento sócio-histórico, como fonte de aprendizado e como catalisadora de debates na escola. Um conjunto de discussões e um roteiro de atividades, além de muitas sugestões, estão estruturadas de forma a preparar o professor para trabalhar com a TV em sala de aula, com segurança e desenvoltura. Além disso, estimula a reflexão do profissional de ensino sobre o fenômeno social da TV e sua articulação com a escola: um passo importante na formação de cidadãos críticos e conscientes.

Texto retirado no site: http://www.editoracontexto.com.br/livro.php?livro_id=41

quarta-feira, 5 de novembro de 2008




Os amigos são flores.Flores por que?Porque as flores além de sua graciosidade deixa perfume nas mãos de quem as colhem.Assim são os amigos,cada um traz consigo uma essência característica de sua personalidade. Abraços para todos
Trabajo apresentado en la disciplina literatura hispanoamericana, para el 6° periodo letras. PEDRO PÁRAMO
La obra de Juan Rulfo está considerada como uno de los exponentes más significativos e influyentes del llamado "realismo mágico ". En efecto, a medida que se interne en el pueblo, Juan Preciado comprobará que todas las personas con las que ha hablado están muertas, y son por lo tanto fantasmas o almas en pena